Custo de produção e medidas monetárias seriam principais causas
da diferença
FOTO: PEDRO SILVEIRA/25.9.2007
Descompasso. Brasil é um
dos maiores produtores mundiais de alimentos, mas o preço aqui sobe mais
do que na média mundial
Considerado um dos maiores celeiros do mundo, o Brasil
vive uma situação contraditória. Enquanto, no restante do planeta, os
itens da alimentação tiveram deflação de 2,5% entre fevereiro de 2012 e o
mesmo mês deste ano, o país coleciona altas consecutivas para o grupo
"alimentação", acumulando 12,48% de elevação nos preços no mesmo período
de comparação.
Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que analisa o comportamento dos preços e da produção de alimentos em mais de 180 países, mostra que o preço do leite, por exemplo, caiu 82 pontos no ranking em todo o mundo. Em sentido contrário, o Brasil, que está entre os cinco maiores produtores de leite do mundo, coleciona alta de 7,5% para o produto nos últimos 12 meses.
No mesmo sentido, sendo o maior fornecedor de cana-de-açúcar do mundo, com produção de 623,9 milhões de toneladas em 2011, o Brasil manteve estável o preço médio do açúcar, enquanto, no restante do mundo, o preço caiu 82 pontos no ranking da FAO.
Custo de produção elevado, potencial desfavorecido para o escoamento e precariedade modal das estruturas de transporte são apontados por analistas como motivos para o encarecimento dos produtos brasileiros. "Dependemos, também, de fatores climáticos e, principalmente, das políticas monetárias adotadas", avalia o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic.
Para o técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos de Minas Gerias (Dieese-MG), Lúcio Monteiro, a alimentação pesa no orçamento, mas não deveria despontar nos índices que medem a inflação no país. "Isso afeta a qualidade de vida, principalmente entre os de renda mais baixa. A aplicação, de fato, da desoneração dos impostos federais da cesta básica seria uma saída", pondera.

Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que analisa o comportamento dos preços e da produção de alimentos em mais de 180 países, mostra que o preço do leite, por exemplo, caiu 82 pontos no ranking em todo o mundo. Em sentido contrário, o Brasil, que está entre os cinco maiores produtores de leite do mundo, coleciona alta de 7,5% para o produto nos últimos 12 meses.
No mesmo sentido, sendo o maior fornecedor de cana-de-açúcar do mundo, com produção de 623,9 milhões de toneladas em 2011, o Brasil manteve estável o preço médio do açúcar, enquanto, no restante do mundo, o preço caiu 82 pontos no ranking da FAO.
Custo de produção elevado, potencial desfavorecido para o escoamento e precariedade modal das estruturas de transporte são apontados por analistas como motivos para o encarecimento dos produtos brasileiros. "Dependemos, também, de fatores climáticos e, principalmente, das políticas monetárias adotadas", avalia o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic.
Para o técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos de Minas Gerias (Dieese-MG), Lúcio Monteiro, a alimentação pesa no orçamento, mas não deveria despontar nos índices que medem a inflação no país. "Isso afeta a qualidade de vida, principalmente entre os de renda mais baixa. A aplicação, de fato, da desoneração dos impostos federais da cesta básica seria uma saída", pondera.
Cesta
básica
Preço sobe em 16 capitais
As maiores elevações, de acordo com o levantamento, foram apuradas em Vitória (6,01%), Manaus (4,55%) e Salvador (4,08%). As duas capitais que apresentaram queda foram Florianópolis (-2,25%) e Natal (-1,42%). São Paulo continuou a ser a capital com o maior valor para a cesta básica (R$ 336,26). Depois aparecem Vitória (R$ 332,24), Manaus (R$ 328,49) e Belo Horizonte (R$ 323,97).
No primeiro trimestre deste ano, todas as 18 capitais pesquisadas registraram expansão nos preços da cesta básica. Em 12 meses, na comparação com março do ano passado, houve aumento acima de 10% em todas as regiões.
Fonte: Jornal O tempo
http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=224016,OTE&IdCanal=5
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