Diretoria da Galoucura é condenada a 14 anos de
prisão em regime fechado
Presidente e vice são
sentenciados a 12 anos por homicídio e a 2 anos por formação de
quadrilha, cada um
O juiz presidente do 2º Tribunal do Juri do Fórum Lafayette, em Belo
Horizonte, Glauco Eduardo Soares Fernandes, sentenciou os réus William
Thomaz Palumbo, o "Ferrugem", e Roberto Augusto Pereira, o "Bocão", ao
total de 14 anos de prisão, em regime fechado.
Após cerca de 12 horas de julgamento, o presidente e o vice-presidente
da Galoucura em novembro de 2010, foram condenados a 12 anos de prisão
pelo homicídio do cruzeirense Otávio Fernandes, de 19 anos – espancado
na porta de uma casa de shows na região Centro-Sul de Belo Horizonte, em
dezembro de 2010 - e a 2 anos por formação de quadrilha. A dupla não
poderá recorrer da sentença em liberdade.
Foram ouvidas 28 testemunhas, entre elas policiais militares que
trabalharam no dia do evento. Por volta de 12h, Roberto Augusto Pereira
começou a depor e disse que enquanto esteve na presidência da Galoucura,
não se envolveu em brigas. Roberto disse ainda que não avisou à Polícia
Militar que a torcida estaria presente porque em oportunidades
anteriores não teriam ocorrido problemas.
O outro réu, William Thomaz Palumbo, disse em seu depoimento que não
seria capaz de conter a briga entre os torcedores, uma vez que nem o
Batalhão de Choque, treinado para isso, foi capaz de evitar a confusão.
Após o depoimento dos réus, o Ministério Público (MP) argumentou que a
dupla poderia ter impedido as agressões, uma vez que liderava a torcida.
A defesa dos acusados contrapôs os argumentos do MP, alegando que a
segurança do evento não era responsabilidade da torcida e que em nenhum
dos depoimentos foi dito que houve uma ordem para ataque aos
cruzeirenses.
Por volta das 21h, os trabalhos foram encerrados e o juiz anunciou a
sentença dos acusados.
Relembre o caso
No dia 27 de novembro de 2010, o torcedor cruzeirense Otávio Fernandes,
de 19 anos, foi espancado até a morte por torcedores rivais, com
chutes, socos e golpes de ferro. O assassinato ocorreu em frente a um
shopping na Savassi, a poucos metros do Chevrolet Hall, localizado na
avenida Nossa Senhora do Carmo, onde acontecia um evento de luta livre. A
confusão teria começado no local, onde havia integrantes de ambas as
torcidas.
Em março deste ano, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG)
decidiu levar a júri popular sete dos 12 envolvidos.
Ferrugem e Bocão respondem por homicídio duplamente qualificado e
formação de quadrilha.
Em janeiro, seis membros da Galoucura foram sentenciados a dois anos em
regime aberto. Outros dois integrantes foram condenados a 15 e 17 anos
de prisão, respectivamente.
Fonte: Jornal O tempo

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