segunda-feira, abril 8


Torcedor chegou em paz à Fonte Nova

por
Daniela Pereira
Foto: Romildo de Jesus
Os torcedores chegaram com tranquilidade à Arena Fonte Nova
Os torcedores chegaram com tranquilidade à Arena Fonte Nova
A imagem da confusão ocorrida durante compra de ingresso para o BA-Vi inaugural da Arena Fonte Nova parece ter sido esquecida. Nesse domingo (7/4), a presença de policiais militares, civis, Esquadrão Águia, cavalaria militar, helicópteros e Guarda Municipal foi suficiente para garantir a tranquilidade de quem seguiu ao estádio. Os bairros que dão acesso à Arena também tiveram policiamento reforçado, com presença de postos móveis, abordagens e rondas organizadas.


Ontem, todos os caminhos levaram à Fonte Nova. De acordo com a Polícia Militar (PM), 1.200 policiais militares trabalharam ostensivamente realizando abordagens antes, durante e depois do clássico pela quarta rodada da segunda fase do Campeonato Baiano.
A população também pode contar com 120 policiais civis e 400 seguranças privados dentro do estádio, além de 240 câmeras que abrangeram toda a arena. Dos policiais disponibilizados, 350 trabalharam dentro do estádio. “Esse é, talvez, o maior efetivo empregado em um evento esportivo na Bahia”, ressaltou o capitão Marcelo Pitta, assessor de comunicação da Polícia Militar, durante coletiva para divulgação dos dados.
A localidade da Fonte Nova, assim como os entornos, foi dividida em três regiões para montagem do esquema de segurança. A região Norte, de responsabilidade da 2ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), correspondeu à região do Campo da Pólvora. Sob comando do Capitão Acioli, o policiamento contou com 50 patrulhas pela manhã e 66 pela tarde. “Hoje (ontem), não houve nenhum caso de assalto, roubo ou qualquer tipo de infração. Além da PM, a população conta com serviços da Polícia Montada, agentes da Sesp, Transalvador e médicos do Samu”, explicou o Capitão.
Policiais da região Nordeste ficaram responsáveis pela região do Bonocô. Já da região Sul, na localidade do Dique, próximo à Arena, foram os militares da 26ª CIPM que atuaram. Segundo o major Ricardo Passos, comandante do Esquadrão Águia, além do trabalho ostensivo, a função da polícia motorizada é auxiliar a Transalvador na organização do trânsito e isolamento de áreas.
“Estamos dando segurança às pessoas, inclusive, através da organização urbana. Os isolamentos de áreas estão ocorrendo visando já a Copa das Confederações. O objetivo é conscientizar as pessoas para que venham ao estádio de táxi ou transporte público”, explicou o comandante, ressaltando que também não houve ocorrências na região.
“As pessoas estão reclamando que há policiais demais nas ruas, mas tudo isso é para a segurança de todos. Até o momento, tomamos conhecimento apenas de um assalto na terceira passarela da Bonocô, mas o assaltante era um adolescente, que logo foi apreendido e levado para a DAI”, contou.


Reforço garantiu a tranquilidade


Bastou uma rápida circulada pelo centro da cidade para perceber a quantidade de policiais e abordagens pelas ruas. Na Avenida Joana Angélica, grupos formados por cinco PMs estavam espalhados em distância de cerca de 100 metros. Na Ladeira da Fonte Nova, um dos principais acessos para o estádio, a Guarda Municipal garantiu a tranqüilidade. Unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Salvar e Gmar também foram vistos na região do Dique.
Também participaram da segurança do Ba-Vi o Esquadrão Águia, Operação Gêmeos, Rondas Especiais (Rondesp), Comandos e Operações Especiais, Batalhão de Choque, Grupamento Aéreo da PM (Graer), além do apoio da 26ª CIPM, 58ª CIPM, 18º Batalhão e Polícia Civil. “A festa tá linda e eu só quero curtir. Quero ver um jogo bonito com torcidas em paz”, disse o comerciante Alberto Oliveira, 47 anos, acompanhado da filha e esposa. 
Fonte: Jornal Tribuna da Bahia

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