Direção do Corinthians não esperava ter rival por Dedé e lamenta perda do jogador para o Cruzeiro
Mario Gobbi ficou de queixo caído. Ele
teve contato com Gilvan Tavares. Sabia da política econômica do
presidente mineiro. Mas não imaginava a pressão que está sentindo na
Toca da Raposa. Com o sucesso do Atlético Mineiro, ele foi pressionado a
agir. Da mesma maneira como vendeu Montillo, Tavares percebeu que o
momento havia chegado. Marcelo Oliveira orientou e o clube fez ótimas
contratações. Tem um time competitivo, moderno, versátil no ataque. A
zaga realmente é um grave problema. E também a falta de um jogador de
Seleção Brasileira. Para representar o que Ronaldinho significa ao
rival.
A busca por representantes do grupo DIS
foi frutífera. Até mesmo pelos números divulgados pela imprensa carioca.
O Vasco quer R$ 14 milhões por sua parte de Dedé.
O plano do DIS é colocá-lo em um clube
brasileiro para valorizar. E vendê-lo após a Copa do Mundo. Foi o que
fez a diretoria corintiana acreditar que seria escolhida.
Qual melhor clube para ele jogar do que no campeão mundial?
Os dirigentes até estavam dispostos a
investir. Só que a ação travando o patrocínio da Caixa Econômica Federal
sabotou a ação corintiana. Sem saída, a esperança era que o negócio do
Cruzeiro não fosse para valer. Só que é.
O econômico Gilvan Tavares abriu a mão e
oferece R$ 14 milhões ao Vasco. E mais Diego Renan, Victorino, Alisson e
Wellington Paulista por empréstimo.
O Vasco quer Henrique e Everton Ribeiro. Henrique pode até sair. Mas Everton Ribeiro, os mineiros não querem liberar.
O Cruzeiro já teria até acertado os salários com Dedé. O zagueiro tinha a convicção de que iria para o Corinthians.
Mas está sendo aconselhado pelos
dirigente do DIS. O Cruzeiro também pode ser uma ótima vitrine. Basta o
clube chegar à Libertadores este ano.
Com o elenco que tem pode ganhar a Copa do Brasil. Ou conseguir a classificação no Brasileiro.
Os dirigentes mineiros estão eufóricos.
Certos que a transação será fechada. Se for será a maior da história do
clube. O recorde pertence ao argentino Sorín, contratado por R$ 10
milhões. O Cruzeiro está comprando 45% da parte que pertencia ao Vasco.
O clube carioca gastou cerca de R$ 984
mil para comprá-lo do Volta Redonda. É o melhor investimento feito em
anos em São Januário. Sua saída é considerada obrigatória para garantir
inclusive os salários do time. Eles já estão dois meses atrasados. O
próprio Paulo Autori defendeu a venda diante da terrível situação do
clube. Enquanto isso, a direção do Corinthians disfarça.
Perdeu a prioridade pelo zagueiro. O patrocínio travado da Caixa Econômica o fez abrir mão do jogador sonhado por Tite.
Perdeu R$ 31 milhões mensais. Fora a primeira pedida de Dinamite.
Ele queria dinheiro e Sheik.
Melhor para o Cruzeiro.
Tudo ficou ainda mais claro quando Dedé avisou que não quer ir para a Europa este ano.
O time mineiro está sozinho, sem rival.
E a qualquer momento, a negociação deverá ser anunciada.
Para profunda tristeza da direção corintiana, que ficou de mãos amarradas…
Fonte: Blog Cosme Rímoli – R7.com e http://www.aovascotudo.com
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